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Review | MY HERO ACADEMIA: All’s Justice (PC)

O Silêncio Após o Último Smash

Eu me peguei observando a tela inicial de My Hero Academia All’s Justice por um tempo consideravelmente maior do que o necessário antes de apertar qualquer botão pela primeira vez. Havia uma solenidade estranha naquele silêncio, uma sensação de que eu não estava apenas prestes a jogar mais um título de luta baseado em anime, mas sim a participar do funeral e, simultaneamente, da celebração de uma era que definiu toda uma de entusiastas da cultura japonesa. O jogo chega em um momento em que a obra de Kohei Horikoshi já se despediu das páginas do mangá e concluiu sua jornada nas telas, deixando um vácuo que All’s Justice tenta preencher com uma mistura de reverência e urgência. Ao contrário de seus predecessores, que pareciam contentes em ser apenas subprodutos comerciais de uma franquia em ascensão, este novo capítulo carrega o fardo de ser o smash final, a última declaração de princípios de um universo que nos ensinou que o heroísmo é, acima de tudo, um ato de resistência emocional.

My Hero Academia All’s Justice review

Minha experiência com a versão de PC revelou um jogo que é, em sua essência, uma contradição ambulante. Ele é vibrante e expansivo, mas também carrega as cicatrizes de um desenvolvimento que parece ter lutado contra suas próprias limitações técnicas e orçamentárias. A proposta aqui não é apenas oferecer um campo de batalha para confrontos de três contra três, mas sim encapsular o sentimento de desolação e esperança da Guerra Final, o arco que encerra a jornada de Izuku Midoriya contra as forças de Shigaraki e All For One. É uma experiência que exigiu demim não apenas reflexos, mas uma conexão prévia com aqueles rostos cansados e uniformes rasgados. Eu senti, desde os primeiros minutos, que All’s Justice não quer apenas que você vença uma luta, ele quer que você sinta o peso de cada soco, a gravidade de cada escolha e a melancolia de um adeus que demorou dez anos para chegar. É um jogo que transborda uma urgência emocional que muitas vezes o seu próprio motor gráfico tem dificuldade em acompanhar, criando um contraste fascinante entre a beleza da arte e a aspereza da execução.

My Hero Academia All’s Justice review

Nesta análise, eu me recuso a seguir o caminho fácil da descrição técnica fria. O que me interessa é a alma deste jogo. Eu mergulhei nessa versão buscando entender se o trabalho da Byking e da Bandai Namco conseguiu transcender o rótulo de jogo de arena genérico para se tornar uma peça de preservação histórica. Entre o deslumbramento visual das individualidades e a frustração de uma otimização que por vezes parece ignorar o poder do hardware à sua disposição, encontrei um título que fala muito sobre o estado atual dos jogos licenciados: uma batalha constante entre a ambição artística e a realidade industrial. É o encerramento de um ciclo, e como todo fim de era, ele carrega consigo tanto o brilho do sol poente quanto as sombras que começam a se alongar sobre o asfalto destruído de Musutafu.

O Crepúsculo de um Mundo Idealizado

A narrativa de All’s Justice foca exclusivamente na Guerra Final, um período onde as cores brilhantes da academia são substituídas por tons de cinza, sangue e poeira. Ao iniciar o Modo História, percebi imediatamente que a estrutura não é linear no sentido tradicional, mas sim um mosaico de perspectivas que convergem para o confronto inevitável entre o One For All e o All For One. Eu apreciei a decisão de permitir que o jogador explore caminhos ramificados, escolhendo quais batalhas enfrentar primeiro antes que o destino se torne um funil inevitável. No entanto, há algo de profundamente agridoce na forma como essa história é contada. O uso de quadros estáticos do anime intercalados com cenas geradas pelo motor do jogo cria um ritmo visual inconstante que, por vezes, quebra a imersão emocional que o roteiro tenta construir desesperadamente.

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Eu me vi envolvido com o arco de redenção de personagens como Endeavor e a tragédia pessoal de Shigaraki. O jogo não tem medo de tocar na ferida de que muitos desses vilões são, na verdade, vítimas de um sistema que falhou em estender a mão quando eles mais precisavam. Essa nuance narrativa é traduzida aqui através de diálogos durante as lutas e cenas exclusivas que expandem o que vimos na animação. Mas eu não posso ignorar que o ritmo por vezes é atropelado. O jogo pressupõe que você já conhece cada detalhe da trama, tratando momentos monumentais com uma pressa que retira parte do peso que eles deveriam ter. É como se All’s Justice fosse um álbum de fotografias de um veterano de guerra: as imagens são poderosas, mas as lacunas entre elas exigem que você preencha os espaços com sua própria memória e dor. Eu senti falta de um respiro, de um momento para processar a perda de personagens que aprendi a amar ao longo de uma década, mas o jogo nos empurra para a próxima luta com a mesma fúria de um herói que não tem mais tempo para chorar.

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A inclusão do modo Archive Battles é onde a nostalgia realmente me atingiu. Ter a oportunidade de reviver confrontos icônicos de temporadas anteriores serve como um lembrete necessário de quão longe esses personagens chegaram. É uma escolha de design inteligente que ancora a Guerra Final no passado da série, dando contexto ao cansaço dos heróis. No entanto, o envolvimento emocional é frequentemente testado por problemas de apresentação, como a dessincronização de áudio e a falta de animação labial em certos momentos, o que transforma o que deveria ser um clímax dramático em algo que beira o amadorismo técnico. Eu senti que a alma da história está lá, pulsante e vibrante, mas ela está presa dentro de uma armadura que range e trava nos momentos mais inoportunos. É uma narrativa que triunfa pelo seu material de origem, não necessariamente pela forma como o jogo escolhe apresentá la, mas o impacto emocional de ver Deku finalmente aceitar seu destino ainda é capaz de arrancar um suspiro mesmo do jogador mais cínico.

A Dança Frenética do One For All

Ao assumir o controle dos personagens, a primeira coisa que notei foi o ritmo. All’s Justice é frenético, uma explosão constante de efeitos de partículas e movimentos de câmera que tentam capturar a escala sobre humana das lutas. No PC, com a precisão que o hardware permite, a sensação de controle é inicialmente satisfatória, mas há uma camada de imprecisão que permeia toda a experiência. O jogo se vende como um título de arena em três dimensões, mas a interação com o mundo é limitada. Embora os cenários sejam destrutíveis em certa medida, o design das arenas muitas vezes parece vazio, servindo apenas como um pano de fundo estéril para a pancadaria. Eu senti falta de uma maior organicidade, de sentir que a cidade ao meu redor estava sofrendo tanto quanto os combatentes, em vez de ser apenas um conjunto de polígonos esperando para serem quebrados por um roteiro pré definido.

Eu dediquei horas ao sistema de movimentação, especialmente nas missões de equipe, onde o jogo tenta flertar com grandes zonas exploráveis. Usar o chicote de raios de Deku para se balançar pela cidade é divertido, evocando uma versão mais simplista do que vimos em outros jogos de heróis urbanos, mas ainda assim funcional dentro de sua proposta. O problema surge quando a exploração se torna repetitiva. As missões secundárias geralmente se resumem a ir de um ponto ao outro para enfrentar ondas de inimigos genéricos, o que dilui o impacto da narrativa principal. É um design que parece pertencer a uma era passada, um preenchimento artificial que pouco contribui para a experiência emocional que o jogo promete na introdução. Eu me peguei questionando se a inclusão dessas zonas abertas não foi um passo maior que a perna para a desenvolvedora, que parece muito mais confortável na claustrofobia das arenas de combate direto.

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A verdadeira estrela, porém, é a diversidade do elenco. Com cerca de setenta personagens, All’s Justice é um banquete para os fãs. Cada herói e vilão foi projetado com uma atenção louvável às suas particularidades. Jogar com a Lady Nagant, por exemplo, transforma o jogo quase em um título de tiro de terceira pessoa, onde você precisa gerenciar diferentes tipos de munição para maximizar o dano. Essa diferenciação é o que mantém o gameplay vivo por mais tempo do que a sua estrutura repetitiva permitiria. Eu me peguei experimentando combinações exóticas de trios, tentando encontrar sinergias táticas que fossem além do simples esmagar de botões. A possibilidade de trocar de personagem no meio de um combo para continuar a ofensiva traz uma camada de profundidade que eu não esperava encontrar. É nesse caos controlado que o jogo brilha, permitindo que a criatividade do jogador se manifeste através da violência plástica das individualidades.

A Engenharia do Heroísmo Cotidiano

Entrar nos detalhes das mecânicas centrais de All’s Justice é como desmontar um relógio que tem algumas engrenagens de ouro e outras de plástico barato. A mecânica de Rising é, sem dúvida, a adição mais interessante desta edição. Ela funciona como um sistema de transformação temporária que eleva as capacidades do personagem a um novo patamar, alterando não apenas as estatísticas, mas às vezes até o conjunto de movimentos e a aparência visual. Eu senti que essa mecânica captura perfeitamente o conceito de ir além, o lema que define a série. Saber o momento exato de ativar o Rising pode mudar completamente o curso de uma batalha que parecia perdida, criando momentos de virada que são genuinamente emocionantes. É o equivalente mecânico ao grito de Plus Ultra, uma explosão de poder que justifica o investimento emocional do jogador em cada turno de combate.

No entanto, nem tudo funciona com essa harmonia. A introdução de uma armadura de super defesa em certos inimigos, especialmente nos chefes do modo história e nas missões mais avançadas, é uma decisão de design que eu considero frustrante. Ver meu combo mais elaborado ser interrompido por um inimigo que simplesmente não reage aos impactos, apenas para ser punido com um contra ataque devastador, retira a sensação de domínio sobre o jogo. Isso transforma lutas que deveriam ser épicas em exercícios de paciência e exploração de brechas na inteligência artificial. Além disso, o sistema de contra ataque manual exige uma precisão que o jogo muitas vezes não consegue garantir devido à sua câmera errática e à poluição visual na tela. Há momentos em que o excesso de brilho e efeitos impede que você veja a animação de ataque do oponente, transformando o combate tático em um jogo de sorte visualmente sobrecarregado.

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Eu também explorei as diferenças entre os modos de controle Manual e Automático. O modo automático é uma porta de entrada generosa para quem quer apenas ver o espetáculo visual sem se preocupar com sequências complexas, mas ele rapidamente se torna limitante. Já o modo manual revela a verdadeira face do jogo: um sistema de combate que oferece nuances suficientes de cancelamento de movimentos e gerenciamento de barras para satisfazer o jogador mais dedicado. O cansaço, entretanto, surge na repetição das animações dos golpes especiais. Por mais belas que sejam as cenas de Plus Ultra na primeira vez, vê las pela centésima vez, sem a possibilidade de pular, torna as sessões mais longas de jogo um pouco exaustivas. É um preço alto a se pagar por um estilo visual que se recusa a ser discreto, mas que acaba sabotando a fluidez necessária para manter o engajamento em maratonas de jogatina.

O Espetáculo Visual de uma Era que se Fecha

A direção artística de All’s Justice no PC é um campo de batalha entre o brilho do cel shading e as limitações do motor gráfico. O uso do Unreal Engine 5 traz uma iluminação que os jogos anteriores da franquia não tinham, dando aos personagens uma presença no cenário que é notável. Os modelos em três dimensões são extremamente fiéis ao traço original, capturando desde as expressões de determinação feroz de Deku até o desleixo ameaçador de Shigaraki. Eu fiquei particularmente impressionado com a forma como o jogo utiliza cores vibrantes para manter a identidade visual do anime, mesmo em meio ao caos dos efeitos especiais. No entanto, essa beleza é ofuscada por problemas técnicos como o aparecimento súbito de texturas e a baixa qualidade de alguns elementos do cenário nas zonas de exploração livre, o que cria um contraste desconfortável. É como ver um ator shakespeariano em cima de um palco feito de papelão barato.

A trilha sonora é outro pilar que sustenta a experiência emocional. Ouvir remixes de temas clássicos durante os momentos de clímax é o tipo de mimo para o fã que funciona perfeitamente, elevando a pulsação e criando uma conexão direta com as memórias da obra original. O design de som nos combates é robusto, com impactos que soam pesados e habilidades que têm identidades sonoras claras. A dublagem, disponível em japonês e inglês com o elenco original, é impecável e carrega toda a carga dramática necessária para vender a urgência da Guerra Final. No entanto, eu notei falhas técnicas irritantes na versão de PC, como falas que são cortadas abruptamente ou diálogos que não batem com o que está acontecendo na tela. Essa falta de polimento final é o que impede o jogo de atingir o status de obra prima técnica, apesar de sua excelência artística óbvia.

My Hero Academia All’s Justice review

A ambientação sonora das missões de equipe tenta criar uma sensação de vida na cidade, mas falha ao soar repetitiva. Eu senti falta de uma trilha mais dinâmica que reagisse melhor ao que eu estava fazendo. Apesar disso, a identidade visual e sonora do jogo consegue cumprir seu papel principal: fazer você se sentir dentro do universo de My Hero Academia. Quando as luzes se apagam e o golpe final é desferido em câmera lenta, com o som do impacto ecoando e a música atingindo seu auge, é impossível não se sentir arrepiado, mesmo que você saiba que, por trás daquele brilho, há uma estrutura técnica que está lutando para se manter em pé. É um triunfo da estética sobre a funcionalidade, algo que de certa forma combina com a natureza teatral dos próprios heróis que o jogo representa.

O Desafio do Silício e da Otimização

Analisar o desempenho de All’s Justice em uma configuração com o Ryzen 7 5700X, uma RTX 4060 e 32 GB de RAM é entender onde o hardware moderno encontra a falta de polimento de uma adaptação japonesa. Começando pelo processador, o 5700X lida com o jogo sem qualquer sinal de estresse. O uso de CPU raramente ultrapassa os vinte por cento, o que indica que o título não é particularmente exigente em termos de processamento complexo, mesmo com múltiplos personagens na tela. A abundância de memória RAM é um alento, garantindo que o jogo tenha espaço de sobra para gerenciar os dados do motor gráfico, o que ajuda a mitigar os engasgos de carregamento que são comuns nessa tecnologia. É uma base sólida que permite que o jogo respire, mesmo quando a tela se torna um caleidoscópio de explosões de cores.

A RTX 4060 é a peça central desta experiência. Em 1080p, que é o habitat natural dessa placa, o jogo roda com todas as configurações no máximo mantendo uma fluidez invejável na maior parte do tempo. No entanto, o jogo sofre de uma otimização inconsistente que se manifesta em quedas de frames inexplicáveis em arenas específicas ou durante ataques que saturam a tela com partículas. Eu percebi que a placa de vídeo, apesar de potente para este nível de jogo, às vezes apresenta um uso de memória de vídeo que parece desproporcional à qualidade visual entregue, um sinal de que o gerenciamento de recursos poderia ter sido melhor trabalhado. A falta de suporte robusto para tecnologias de geração de quadros no lançamento é uma oportunidade perdida para suavizar essas inconsistências, embora a performance bruta seja suficiente para garantir uma experiência superior aos consoles em termos de nitidez e latência de entrada.

My Hero Academia All’s Justice review

A estabilidade geral no PC é aceitável, mas longe de ser perfeita. Eu enfrentei alguns fechamentos inesperados ao transitar entre as missões e o menu principal, e a navegação nos menus com o mouse ainda parece uma adaptação apressada de uma interface pensada para controles. A experiência online também revelou problemas de conexão, com atrasos perceptíveis que podem arruinar o tempo dos combos em partidas competitivas. Para quem busca a melhor forma de jogar, o PC com essa configuração é o caminho, oferecendo tempos de carregamento reduzidos e uma fidelidade visual que destaca o trabalho artístico. Mas é preciso estar ciente de que o poder do seu hardware não pode consertar falhas que estão enraizadas no código do próprio jogo. É uma relação de amor e ódio com a tecnologia, onde você sabe que o seu computador pode entregar muito mais, mas o software o impede de alcançar o seu verdadeiro potencial heroico.

O Eco do Símbolo da Paz

Ao final de dezenas de horas mergulhado em My Hero Academia All’s Justice, o que fica comigo não é a contagem de frames ou a lista de combos memorizados, mas a sensação profunda de que este jogo é um espelho fiel da própria jornada de Deku: imperfeito, por vezes claudicante, mas movido por um coração inabalável. Ele não é o melhor jogo de luta do mercado, mas possui uma sinceridade emocional que é rara de encontrar em produtos licenciados. Ele entende que a história nunca foi apenas sobre quem dá o soco mais forte, mas sobre quem continua de pé quando a esperança parece ter sido esmagada pelo peso da realidade. É um testamento à resiliência de uma franquia que soube se despedir deixando um rastro de luz em nossos corações, mesmo que o caminho tenha sido cheio de buracos técnicos.

Eu vejo All’s Justice como uma despedida necessária. Ele nos permite habitar aquele mundo uma última vez, sentir o calor das chamas de Todoroki e a eletricidade nervosa de Midoriya em uma última dança desesperada contra o esquecimento. Seus defeitos técnicos e a repetição excessiva de certas mecânicas são apenas ruídos diante da magnitude dos momentos em que o jogo acerta. E quando ele acerta, quando você executa aquele combo perfeito enquanto a trilha sonora explode em um crescendo heroico, todas as falhas parecem pequenas diante da satisfação pura de ser um herói por alguns instantes. Não é apenas diversão, é uma catarse coletiva para aqueles que cresceram esperando pelo próximo capítulo dessa jornada de autodescoberta e sacrifício.

Para os fãs da série, este não é apenas um jogo, é um rito de passagem. É a chance de dar o seu próprio golpe final e fechar o livro de uma história que nos acompanhou por tanto tempo. All’s Justice nos deixa com uma ideia clara: o fim de uma era não significa o fim do legado. No silêncio que sucede o encerramento, o que resta é a memória de que todos nós podemos ser heróis à nossa maneira. E se este for o último suspiro da franquia nos videogames por algum tempo, ele foi dado com a dignidade de quem lutou até o fim, sem nunca desviar o olhar do objetivo. O heroísmo, no fim das contas, nunca foi sobre perfeição, mas sobre a coragem de continuar tentando, mesmo sabendo que o mundo ao nosso redor é tão quebrado e imperfeito quanto o código de um jogo que tenta nos fazer voar. É um adeus digno, envolto em luz e poeira, que ecoará por muito tempo na alma de quem se permitiu acreditar, apenas por um segundo, que o impossível é apenas um ponto de partida.

NOTA

7.5
★★★★★★★★★★

CONSIDERAÇÕES

My Hero Academia: All’s Justice triunfa como uma peça de celebração emocional, oferecendo o maior elenco da história da franquia e um sistema de combate que, embora acessível, recompensa a estratégia tática. Contudo, o brilho desse adeus é frequentemente ofuscado por uma otimização inconsistente no PC, missões secundárias que beiram o tédio e uma apresentação narrativa que oscila entre o épico e o estático. É um título fundamental para o fã que busca um encerramento visceral, mas que exige paciência com suas arestas técnicas e mecânicas repetitivas.

Gustavo Feltes
Gustavo Feltes
Eu amo jogar, jogar é uma parte de mim. Cada história, momento, universo e gameplay me encantam. Eu não tenho restrições de jogos, cada célula do meu corpo clama por isso.
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